segunda-feira, 17 de maio de 2010

LIGAÇÕES PERIGOSAS: Arcanjo comparece a audiência em processo que investiga empréstimos de empresas fantasmas à Assembléia, comandada por Riva e Bosaipo. José Arimatéia deve sentenciar em 120 dias.



Arcanjo acompanha audiência de acusação de operações ilegais com AL Esquema funcionava com empréstimo de cheques de empresas fantasmas à AL. Expectativa é que a sentença saia dentro de 120 dias.


DA TV CENTRO AMÉRICA

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro acompanhou em Cuiabá mais uma audiência judicial, na qual responde como réu. Desta vez no processo em que é acusado de peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e
improbidade administrativa. Os crimes teriam ligação com os empréstimos feitos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Com um forte esquema de segurança e com portas fechadas, a bancária Raquel Alves Coelho confirmou na audiência que funcionários da Assembleia Legislativa com frequência trocavam cheques e faziam saques
de valores altos. O empresário de turismo Horácio Teixeira de Souza Neto também foi testemunha no processo.
Segundo a acusação, João Arcanjo e outros seis acusados teriam movimentado cerca de R$ 60 milhões entre 1995 e 2002. O esquema funcionava principalmente com o empréstimo de cheques de empresas fantasmas à Assembleia. A defesa justifica que na época a factoring de Arcanjo socorreu o Estado com uma operação financeira legal. "Arcanjo operou com a Assembleia, em função do atraso do duodécimo do governo do
Estado. Para a Assembleia Legislativa fazer frente às despesas dela, buscou aporte financeiro de outra forma", explicou o advogado de João Arcanjo, Zaid Arbid.

O processo foi desmembrado porque outros dois acusados, o deputado José Riva e o conselheiro do Tribunal de Contas Humberto Bosaipo, que era secretário e presidente da Assembleia na época, têm foro
privilegiado e vão responder separadamente. Os dois se pronunciaram anteriormente e disseram que as operações entre a factoring e a Assembleia foram legais.

Além de João Arcanjo e o diretor da factoring do ex-bicheiro, o atual processo aponta o envolvimento de cinco servidores do legislativo. Os crimes são de apropriação de dinheiro público, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. "A denúncia relata que os cheques eram recebidos da Assembleia Legislativa para pagamentos de empresas inexistentes. Alguns desses cheques eram sacados na boca do caixa do Banco do Brasil, por funcionários da própria Assembleia. E outros eram sacados na Confiança Factoring, empresa que
na época pertencia a João Arcanjo Ribeiro", informou o juiz José Arimatéia Neves Costa.

Agora o processo segue para a fase de alegações finais da defesa e acusação. Depois o juiz vai analisar todo o material e a expectativa é que a sentença saia dentro de 120 dias. Depois da audiência, João Arcanjo foi levado para a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, onde teve autorização para receber visitas. O ex-bicheiro é apontado como o chefe do crime organizado no Estado e de ser o mandante de sete assassinatos. Ele está preso desde 2003.

A defesa aguarda a resposta da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul sobre o pedido de progressão de regime. A justificativa é que Arcanjo já teria cumprido pena suficiente para ganhar a liberdade condicional.
FONTE TV CENTRO AMÉRICA

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