domingo, 28 de novembro de 2010

PAIXÃO








Sinto uma louca paixão em meu coração,

que me escraviza e me deixa sem jeito.
Que faz meu corpo arder por inteiro
submisso a esse amor feiticeiro.

Olhar essa tua boca é um martírio
quando, atrevida, não posso beijá-la.
Tua pele macia, para mim, é um delírio
quando me permito subtilmente tocá-la.





É essa paixão alucinante que me faz querer
sentir o teu abraço sempre a me envolver,
apertando-me, bem forte, contra o peito,
não largando, jamais, de nenhum jeito.

Se o teu corpo nu fica descoberto,
Vou me chegando cada vez mais perto,
na tentativa, meiga, de te querer amar
igualmente te desejar.

Encosto-me devagar, fingindo não querer,
sentindo em minha pele todo teu calor,
que no meu corpo ardente faz nascer
momentos de felicidade ou quase amor.





Entregando-me a ti, minha amada,
deixo-me levar por essa paixão que escraviza,
que traz o êxtase tão sonhado
que todo amante idealiza.