sexta-feira, 5 de novembro de 2010

TURISMO EM CUIABÁ


Turismo

Catedral, no centro da cidade.
Cuiabá tem diversos atrativos turísticos por estar situada em uma região de variadas paisagens naturais, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal, e por ser um município muito antigo, com um patrimônio histórico importante. O turismo de eventos também é crescente no município.
arquitetura da área urbana inicial de Cuiabá, como em outras cidades históricas brasileiras, é tipicamente colonial,[13] com modificações e adaptações a outros estilos (como o neoclássico e oeclético) com o tempo. Ela foi bem preservada até meados do século XX, mas, depois dessa época, o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico afetaram o patrimônio arquitetônico e paisagístico do centro histórico. Vários prédios foram demolidos, entre eles a antiga igreja matriz, demolida em 1968 para dar lugar à atual.
Somente na década de 1980 ações para a preservação desse patrimônio foram tomadas. Em 1987, o centro foi tombado provisoriamente como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN e, em 1992, esse tombamento foi homologado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Desde então vários prédios foram restaurados, entre os quais estão as Igrejas do Rosário e São Benedito, do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos, o Palácio da Instrução (hoje museu histórico e biblioteca), o antigo Arsenal da Guerra (hoje centro cultural mantido pelo SESC), o mercado de peixes (atualmente Museu do Rio Cuiabá) e um sobrado onde hoje funciona o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (o MISC). A área tombada pelo IPHAN é a que mais preserva as feições originais. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (hoje, respectivamente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino) e suas travessas ainda mantêm bem preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados.
Além dos locais já citados, há vários outros para se visitar, como o zoológico, o Museu Rondon (com artefatos indígenas) e o Museu de Arte e Cultura Popular, nocampus da Universidade Federal de Mato Grosso, o obelisco e o marco do centro geodésico da América do Sul, a atual Catedral Metropolitana, a Igreja de São Gonçalo no bairro do Porto, aMesquita de Cuiabá, os parques Mãe BonifáciaMassairo OkamuraZé Bolo Flô e o Parque Urbano da Vila Militar, com áreas para exercícios físicos e pistas de caminhada e ciclismo, o Horto Florestal, na confluência do rio Cuiabá com o Coxipó e o Estádio José Fragelli, conhecido como Verdão.
É possível também visitar as comunidades ribeirinhas, onde se pode conhecer o modo de vida da população local e os artesanatos fabricados por eles, bem como os rios e baías frequentados para banho e pesca.


City tour
  • Centro histórico
Fundada em 1719 , com a descoberta de ouro em abundância, Cuiabá transformou-se na maior cidade do Brasil em menos de duas décadas. Mas, passada a corrida do ouro, a verde capital do velho oeste brasileiro teve que resistir a longos anos de solidão nesses sertões. Rua do meio, de baixo, beco do candieiro... Cuiabá guarda em suas ruelas muitas relíquias do período colonial. No centro histórico também situa-se os famosos calçadões que a exemplo da cidade de Curitiba ha projetos para revitalização e funcionamento 24H.
  • Centro geodésico da América do sul
Demarcado pela Comissão Rondon , em 1909 , o centro geodésico da América do Sul fica no antigo campo do Ourique - hoje a praça Moreira Cabral, onde também fica a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O local já foi uma praça de enforcamento de condenados e também um campo de touradas!!!
  • Arsenal de Guerra
Foi criado em 1818, por ordem de Dom João IV. Foi construído para ser " um estabelecimento militar para conserto e fabricação de armas ", conforme definiu a carta-régia.
  • Catedral Metropolitana
Inaugurada em 1973, a atual catedral foi construída sobre os escombros da antiga , uma jóia do período colonial que foi demolida num episódio até hoje não esclarecido
  • Igreja do Bom Despacho
A " Notre Dame Cuiabana " é, ao menos externamente, a mais bela igreja da cidade. Seu estilo gótico, inédito em boa parte do país, foi definido por um arquiteto francês que teve toda a liberdade para ousar. Inaugurada em 1919, a igreja ainda está inacabada.
  • Igreja do Rosário e Capela de São Benedito
Esta é a única igreja barroca de Cuiabá. Foi fundada por escravos em 1764. É local da tradicional festa de São Benedito que acontece sempre no mês de julho.
  • Casa do Artesão
a Casa do Artesão tem uma bela amostra da cultura mato-grossense . Há um Museu do Artesanato com exposição permanente de peças caboclas e indígena. O turista pode comprar souvenirs.
  • Parque Estadual Mãe Bonifácia
77 hectares de área verde e diversas espécies da flora e vegetação típica do cerrado, com diversas pistas para caminhada. Localizado na Av Miguel Sutil - Zona Oeste - a 10 minutos do Centro de Cuiabá
  • Parque Massairo Okamura
7 hectares de área verde, vegetação e flora típica do cerrado, com diversas pistas para caminhada. Localizado na Av Historiador Rubens de Mendonça - CPA - Zona Leste
  • Parque Zé Bolo Flô
Áreas verdes, com vegetação e flora típica do cerrado Localizado no Coxipó da Ponte, Zona Sul - Coophema, acesso pela Av. Fernando Correia.
  • Parque Zoológico
localizado na universidade de Mato grosso, possui animais típicos da fauna mato-grossenses e do pantanal. situada na Av. Fernando Correa da Costa.
  • Águas Termais
  • Parque Tia Nair
  • Horto Florestar
  • Parque Morro da Luz
  • Parque Aquático Sesi Park.
MUSEUS
  • Cine Teatro de Cuiabá e Museu do Cinema
  • Museu Morro da Caixa D'Água
  • Museu da Imagem e Som de Cuiabá
  • Museu do Rio Cuiabá e Aquário Municipal
  • Museu da Educação
  • Museu de Arte Sacra de Cuiabá
  • Museu da História do Mato Grosso
  • Museu Marechal Rondon
  • Museu Couto Magalhães
  • Museu das Pedras
  • Museu de Antropologia Mato-grossense
  • Museu do Índio
  • Museu do Coxipó
  • Museu do Ouro
  • Museu Barão de Melgaço
  • Museu do Pantanal

  • IGREJAS
A cidade possui uma diversidade muito grande de igrejas antigas tombadas pelo patrimônio histórico e cultural.
  • Igreja Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito (Padroeiro da Cidade);
  • 1ª Igreja Presbiteriana do Centro-Oeste Brasileiro;
  • Igreja Nossa Senhora da Guadalupe (“Fabricada” na França e doada pelo governo Francês. Vinda em blocos de navio e “montada” em Cuiabá);
  • Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho (Réplica da Notre Dame de Paris);
  • Igreja São Gonçalo;
  • Basílica Catedral Metropolitana Senhor Bom Jesus de Cuiabá;
  • Mesquita Islâmica de Cuiabá;
  • Igreja Nossa Senhora Maria Auxiliadora;
  • Igreja Nossa Senhora da Boa Morte;
  • Igreja Nossa Senhora da Guia;
  • Igreja Senhor dos Passos;
  • Igreja Nossa Senhora da Boa Esperança;

História

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.
Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo.
Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá.
Vista geral da cidade.
Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa.
Em outubro de 1722, índios escravos deMiguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica.
Já em 1726, chegou o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
Tem-se confundido muito a fundação do arraial da Forquilha por questões ideológicas. Estudos historiográficos há muito já traçaram a diferença entre uma e outra fundação, alegando-se que o 1° de janeiro seria a data de elevação do arraial da Forquilha à categoria de vila, o que é um contrassenso, pois não se pode fundar um município num lugar que só viria a ser descoberto anos depois. Porém, a data de 8 de abril se firmou como data do município, desejosa de ser a primeira do oeste brasileiro. Logo, contudo, as lavras se mostraram menores que o esperado, o que acarretou um abandono de parte da população.
Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaioso município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada.[7]
Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse período, baseada na produção da cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município voltou a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir desta época, o isolamento foi quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento deu-se depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país.
Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infraestrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e o turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos. Com quase 530 mil habitantes, o município convive com o trânsito tumultuado, a violência crescente, a falta de saneamento básico[8] e a miséria.