quinta-feira, 17 de março de 2011

ATÉ HOJE SEM SOLUÇÃO - Vítima pós-cirurgia

HEIDE ERA AMIGA NO TJMT, RECEPCIONISTA, APÓS CONCURSO PÚBLICO NA JUSTIÇA FEDERAL, PASSOU PARA O CARGO DE OFICIAL DE JUSTIÇA. PERDEU A VIDA FAZENDO UMA CIRURGIA NO NARIZ. 


Reportagem:

Polícia investiga morte de oficial de justiça ocorrida após procedimento reparador no nariz, feito no Otorrino


GERALDO TAVARES/DC
Família prestou queixa no Verdão para que corpo fosse submetido à necropsia; jovem teve parada cárdio-respiratória
ADILSON ROSA
Da Reportagem

A polícia investiga as circunstâncias da morte da oficial de justiça Heidi Aparecida de Almeida, de 34, ocorrida após um procedimento cirúrgico reparador no nariz. Ela foi submetida à cirurgia no Hospital Otorrino, em Cuiabá, no dia 30 de maio, e sofreu uma parada cárdio-respiratória. Após isso, foi transferida para outra unidade hospitalar, onde passou uma semana, mas veio a morrer na tarde de sexta-feira. A família acredita que Heidi tenha sido vítima de negligência médica, dada a simplicidade do procedimento por que passou.

“Não tenho dúvidas disso (da negligência)”, frisou o pai, o comerciante Epaminondas de Almeida, revoltado com o acontecimento.

O advogado da família, Juberly Soares Varella Júnior, relatou que a oficial de justiça do Tribunal Regional do Trabalho em Juína fez o procedimento cirúrgico na tarde do dia 30. Logo após deixar a sala de cirurgia, já no quarto e acompanhada da mãe, Eudenice de Almeida, a paciente reclamou de dor, quando foi medicada como uma dipirona. Por volta das 18h30, a mãe percebeu que ela estava com os lábios roxos e gelados. Ao procurar os sinais vitais, percebeu que a filha estava sem pulso.

A mãe chamou a equipe médica, que tentou reanimá-la com uma massagem cárdio-respiratória, que acabou perfurando o fígado de Heidi. Nesse momento, a equipe decidiu pela transferência às pressas da oficial de justiça para o Hospital Santa Rosa. Heidi teria sofrido danos cerebrais irreparáveis. Ao chegar ao hospital, uma das primeiras providências a ser tomada foi a transfusão de sangue. Na última quarta-feira, porém, Heidi teve morte cerebral e seu coração parou de bater na sexta.

O irmão, o administrador de empresas Heldo Almeida, então solicitou que fosse realizado exame de necropsia. Como o hospital insistia em liberar o corpo sem o exame, ele procurou a Delegacia do Complexo do Verdão e registrou queixa. “A morte de minha irmã tem que ser esclarecida. Precisamos saber o que ocorreu. Uma pessoa tão jovem, estava começando a viver”, lembrou.

O delegado plantonista Lindomar Tóffoli determinou que o corpo fosse submetido ao exame de necropsia. O resultado, que sairá em 30 dias, irá comprovar o que provocou a morte. O delegado Geraldo Magela Araújo, coordenador da Delegacia do Verdão, determinou a instauração de inquérito para apurar o fato.

Ontem de manhã, a reportagem procurou a clínica e o médico para se posicionarem sobre os fatos. A recepcionista informou que a direção está ciente e irá se pronunciar sobre o assunto somente na segunda-feira. O médico não estava de plantão e seu telefone não foi fornecido. 



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