quinta-feira, 10 de março de 2011

E depois desta aula, só me apetece dizer...


Cresce leve, levemente,
Como planta no jardim.
Terá osso, terá dente?
Dente não tem, certamente,
E o osso não dobra assim!

É talvez uma mania,
Mas há pouco, há poucochinho,
Eu jurava que não via,
No sítio onde ora crescia,
Tamanho pau redondinho...

Quem cresce assim, levemente,
Com tão estranha rigideza,
Que mal se ouve e bem se sente?
Não é osso nem tem dente,
É milagre, concerteza!


Fui ver. Aquilo pendia
Do cimo das pernas ao léu,
Branca e mole, e endurecia...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a assim e, tem graça,
Já pôs tudo em desalinho.
Passo a mão e, quando passa,
Treme todo, cheio de graça,
E aumenta um bocadinho...