terça-feira, 5 de julho de 2011

Que mais queres tu de mim?



Que mais queres tu de mim?


Dizes que não tenho penas...
Mas tenho e muitas…
até tenho pena, que me não queiras amar.
Nada mais tenho a dizer…
Todas as palavras foram ditas,
Os meus afectos estão expostos,
Sabes exactamente o que há para saber!
Entre o dito e o desdito
Guardo todo o meu sentir,
Minha alma, minha sina,
Meu coração a bater.
Pára não insistas… não percebes?
Tens de me libertar!
Abre a jaula onde me encerras,
Sou ave tenho de voar!
Tenho um mundo nas tuas mãos…
(Melhor fôra que o não tivesse…!)
És vida que existes em mim,
como farol deslampiado…
se sabes que me não queres,
que tão pouco me queres querer,
Então aparta-te do meu suspirar.
Liberta-me! Estás na minha natureza.
És um sonho desraiado
Estás todo enraizado.
E eu sou ave… tenho de voar!
Tenho um beijo em mim trancado,
estou sequiosa de ti,
despertas-me todos os desejos…
Perco-me em ti meu amor!
Perco-me na vastidão…
da palma da tua mão
onde deixei por depósito
sem saber qual o propósito,
o bater do meu coração !

Olinda Ribeiro
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