segunda-feira, 12 de março de 2012

Tragédia do terremoto seguido de tsunami no Japão completa um ano


País teve queda de 2,4 milhões turistas por ano e quase 16 mil mortos. Reconstrução de cidades destruídas vai custar equivalente a R$ 400 bi. 

ROBERTO KOVALICKIshinomaki, Japão
No meio de uma cidade devastada, uma única casa sendo reconstruída é um raro sinal de que o bairro de Ofunato será novamente habitado. A casa vai demorar para ficar pronta. Há apenas dois operários trabalhando e um deles tem 73 anos de idade.
O senhor conta que estava aposentado, mas o dono da construtora, um amigo, estava precisando de gente para trabalhar na reconstrução e o chamou para o emprego. É um exemplo de uma das maiores dificuldades para reconstruir a área atingida pelo tsunami: falta gente.

Um balanço divulgado esta semana pelo governo japonês, revelou que 80 mil pessoas deixaram as três províncias mais atingidas pelo tsunami, Myiagi, Iwate e Fukushima. O problema é maior em Fukushima, onde ocorreu o acidente nuclear. A estimativa é que, se o êxodo continuar no ritmo anual, Fukushima terá metade da população em 2040, e há muito serviço pela frente.
Em todas as cidades atingidas pelo tsunami, encontra-se a mesma imagem logo na entrada: gigantescos depósitos de lixo. Já tudo mais ou menos organizado e separado.
O terremoto, tsunami e acidente nuclear, produziram números impressionantes no Japão. A reconstrução vai custar o equivalente a R$ 400 bilhões, o total do Produto Interno Bruto de um país como Portugal. Queda de 2,4 milhões turistas por ano, quase 16 mil mortos e mais de três mil desaparecidos.
Um prédio, na cidade de Kesennuma, tinha três andares. Os dois primeiros foram destruídos pela onda gigante. No local era a sede de uma fábrica de saquê, a bebida nacional do Japão.
A área de produção, num galpão perto do local, se salvou por pouco. O tsunami chegou bem na porta. A empresa teve que enfrentar vários desafios para voltar a produzir, como substituir as lavouras de arroz destruídas pelo tsunami.

O pior foi que os restaurantes, que serviam o saquê e as casas de muitos consumidores, foram destruídos. Não havia para quem vender. O jeito foi usar a internet para oferecer a bebida para outras regiões do Japão, e funcionou.
O presidente da empresa diz que a volta da produção de saquê virou uma esperança para a recuperação da cidade. Ainda falta muito, mas para um país que já enfrentou tantas tragédias, esta é mais uma a ser superada.

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Minhas homenagens ao grande povo JAPONÊS, que sempre recomeça...

a dor é a única que fica pelas perdas dos entes queridos.