quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Explorando a Quarta Dimensão

Explorando a Quarta Dimensão 
:: Vera Helena Tanze :: 
Quando alguém nasce num mundo tridimensional, sua consciência fica limitada pelos cinco sentidos, dando início à idéia da separatividade e do egoísmo. A percepção do universo como um processo aberto em quatro dimensões, permite a expansão da consciência para além da tridimensionalidade. Corresponde ao despertar consciencial no plano astral, nos fornecendo a compreensão de que todas as formas do universo constituem uma só comunidade, mostrando as possibilidades ilimitadas de cooperação entre os homens. Assim, os pequenos eus individuais passam a ver a vida em conjunto e se comprometem com ela. O homem teme tanto perder este EU, QUE SE AGARRA A UMA NOÇÃO LIMITADA DE TEMPO E ESPAÇO PARA PRODUZIR UMA FALSA IMPRESSÃO DE CONTINUIDADE PSICOLÓGICA. 

Quando o eu abandona sua couraça psicológica, consegue então olhar para seu potencial Divino, ingressando finalmente na onda vibratória da Nova Era, em que o ser humano encontra paz e felicidade.

Vamos usar uma linguagem mais concreta para visualizar a possibilidade da existência da 4ª dimensão:
Desenhe uma linha reta e outra formando um ângulo de 90º.Você criou uma realidade plana, bidimensional, com comprimento e largura. Na base de encontro das duas linhas, coloque sua caneta erguida com base na junção das duas linhas, e terá uma realidade tridimensional, com largura, comprimento e altura, como a que vivemos. Agora, para criar uma 4ª realidade ou dimensão, temos que criar uma linha reta perpendicular com todas as outras. Parece um paradoxo, mas aponta, literalmente, para outra dimensão de nossa consciência.

Pensar na existência de um mundo de 4ª ou 5ª dimensão desafia nosso entendimento tridimensional, mas em síntese, seria aquela realidade que desponta quando se esgotam todas as possibilidades de alcance da 3ª dimensão.

Se olharmos a história, veremos que é exatamente assim que funciona. Quando, no final do século 19, a ciência descobriu outros estados mais sutis que os clássicos: o gasoso, o sólido e o líquido. Foi o caso da descoberta da Radioatividade, da física quântica e da teoria do Big-Bang, a grande explosão cósmica que atraiu o universo para um mundo tridimensional. A realidade da 4ª dimensão entra no aspecto espiritualista, quando se trata da existência de um plano mais sutil da realidade, correspondendo ao astral dos espiritualistas, ao akasha dos hindus (que é o registro cósmico de todo acontecimento dentro do universo), e ao fogo Divino dos persas. Cientificamente, foi chamado de campo mórfico por Rupert Sheldrake, o que vai de encontro à teoria de Albert Einstein, que diz que a 4ª dimensão é o tempo, bem como a todas as teorias de cunho espiritualista citadas acima.

Em todos os casos, a existência sutil é registrada no espaço quadridimensional, incluindo o passado, presente e futuro potencial, de tudo e todos contidos no universo. A 4ª dimensão contém todas as modificações que ocorrem no espaço, ao longo do tempo. O nosso hemisfério direito do cérebro, é capaz de captar o sentido do conteúdo da 4ª dimensão, onde o eterno é aqui e agora, e é uma função do universo quadridimensional. Estamos imersos nele o tempo todo, como afirmava Einstein ao dizer que tempo e espaço são inseparáveis.

O maior desafio do homem, principalmente neste momento de transição, é justamente tentar captar algo deste infinito universo da 4ª dimensão, trazendo-o para o estreito mundo tridimensional.

Antes de nascermos, pertencíamos à 4ª dimensão, pra onde voltamos pós-morte do corpo físico. No mesmo momento, no universo potencial da 4ª dimensão, estão presentes a criança que já fomos e o velho que seremos, embora estas partes de nós não sejam imutáveis. Cada dimensão do universo, inclui as outras dimensões anteriores, mais densas, como no exemplo que demos de realidade bi, tri ou quadridimensionais a partir do desenho de retas.