quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Escapar de um buraco negro é possível, diz Stephen Hawking


Cientista apresenta seus novos insights sobre o paradoxo da informação nos buracos negros - um problema que se arrasta há 40 anos entre os físicos teóricos


Stephen Hawking e cerca de 1000 colaboradores relacionados a ciência e a tecnologia se posicionaram em relação ao uso de inteligência artificial para fins militares (Foto: Flickr/NASA)
STEPHEN HAWKING

26/08/2015 - 15H08/ ATUALIZADO 15H0808 / POR ANDRÉ JORGE DE OLIVEIRA
Stephen Hawking e cerca de 1000 colaboradores relacionados a ciência e a tecnologia se posicionaram em relação ao uso de inteligência artificial para fins militares (Foto: Flickr/NASA)STEPHEN HAWKING E CERCA DE 1000 COLABORADORES RELACIONADOS A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA SE POSICIONARAM EM RELAÇÃO AO USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA FINS MILITARES (FOTO: FLICKR/NASA)

Buracos negros são aqueles monstros que vivem em regiões distantes do espaço e devoram absolutamente tudo, até mesmo a luz, com sua gravidade avassaladora. Nada escapa de seus apetites vorazes. Não é essa a definição que estamos acostumados a ouvir sobre eles? Acontece que uma voz científica veio fazer peso do lado dos físicos que questionam essa concepção tradicional sobre os buracos negros: ninguém menos que Stephen Hawking. O cosmólogo britânico fez algumas declarações interessantes em uma palestra que deu nesta segunda (24) no Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, na Suécia.

Em uma conferência que leva o nome de uma de suas descobertas, a radiação Hawking, ele deu a entender que pode ter solucionado um dos paradoxos científicos mais complicados da atualidade - o da informação. O problema é basicamente o seguinte: sob o ponto de vista da relatividade geral, um dos pilares da física moderna, a informação sobre o estado físico de um objeto que cai em um buraco negro deve ser destruída; já a mecânica quântica, outro pilar teórico da física, diz que essa mesma informação não pode se perder. Essa contradição já se arrasta há quatro décadas, sem que nenhuma solução convincente o bastante fosse apresentada à comunidade científica.

Mas Hawking está convicto de uma nova abordagem, que sugere que a informação nem chega a penetrar no buraco negro. "Eu proponho que a informação não é armazenada no interior do buraco negro, como é de se esperar, mas sim em seu limite, o horizonte de eventos", disse. Horizonte de eventos é a esfera que circunda o buraco negro, um "ponto de não-retorno" que, uma vez ultrapassado, condena qualquer partícula a ser engolida. O que Hawking está sugerindo é que, conforme as partículas vão sendo tragadas pelo buraco negro, são traduzidas em uma espécie de holograma 2D que descreve o objeto tridimensional, acessível na superfície do horizonte de eventos. "Eles contêm toda a informação que, do contrário, seria perdida", afirmou.

Quando propôs nos anos 1970 que os buracos negros emitiam um certo tipo de radiação, Hawking descartou a possibilidade de que esses fótons carregassem informações do interior do buraco negro. Mas ele mudou de ideia em 2004, dizendo que seria possível que a informação escapasse. Detalhes sobre esse mecanismo continuavam sendo um mistério, só que agora a nova teoria do cosmólogo defende que a radiação Hawking, conforme é emitida, é capaz de capturar parte da informação retida no horizonte de eventos, fornecendo uma maneira para que ela consiga sair dali.

Mas não pense em nada que se assemelhe a uma mensagem inteligível. "A informação sobre partículas que entram é retornada, mas em uma forma caótica e inútil. Isso resolve o paradoxo da informação. Para todos os propósitos práticos, a informação é perdida", concluiu o físico. A ideia será melhor explorada em um artigo que deve ser publicado no mês que vem, mas Hawking está bem convencido de que teremos de mudar a visão que temos sobre os buracos negros. "A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros como os fizemos parecer. Eles não são as prisões eternas que já foram considerados", disse. "As coisas podem escapar de um buraco negro, tanto para o lado de fora, como também possivelmente em um outro universo".

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/08/escapar-de-um-buraco-negro-e-possivel-diz-stephen-hawking.html


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Minha opinião sobre o assunto que amo:

Eu concordo com o físico  Stephen Hawking,  penso que o buraco negro, não  seja tão negro, penso que o registramos como tempo, espaco-tempo,  nesta dimensão, pode ser diferente em outra, onde o buraco negro faça alguma ligação.  Ele engole o que está  próximo,  isto sabemos, o seu movimento é  bem mais dinâmico do que o nosso sistema solar ou nossa galáxia.

Stephen Hawking  sabe que toda matéria  sugada tem um destino, que mesmo sendo sugada e até desintegrada, melhor dizendo, se transforme na tal partícula Bosson, ela ainda existe, foi ela que o nosso universo foi criado. Sendo assim, difícil acreditar que some... feito mágica.


Podemos crer que há milhões de mundo sendo criado depois do buraco negro.  É  a lei do universo, é  a lei da vida, nada se perde, tudo se transforma.  Acredito que em breve teremos respostas mais aplausível e menos cheia de  suposições.  Mas somos assim, sempre estaremos em busca da verdade, da verdade universal. Ela é  mudada a cada descoberta, a cada novo conhecimento..